Publicado em 26 de setembro de 2026 · Atualizado em 2 de outubro de 2026
- A Autel confirmou o fim das linhas EVO Nano e Lite — ela não compete mais no segmento de consumo; suporte segue até meados de 2030.
- O PL 3297/26 está na Câmara dos Deputados e propõe dispensar licença para uso civil de drones e liberar sobrevoo em áreas abertas (ainda não virou lei).
- A base do SISANT tinha 186.016 aeronaves registradas em 20/09/2026 — saldo de +8.385 registros em apenas 47 dias.
- Os lançamentos DJI Avata 360 e Agras T55 já rodam homologados pela Anatel, com o flagship Mavic 4 Pro liderando as vendas premium.
- Se você compra hoje, os candidatos reais abaixo de R$6 mil são o DJI Flip e o Neo 2 — a antiga alternativa ‘Nano+’ não existe mais.
Se você acompanha novidades de drones em setembro de perto, este mês foi um dos mais movimentados do ano no Sky Scouts. Não foi só lançamento: teve uma fabricante histórica saindo de cena, um projeto de lei tentando mudar as regras do jogo, dados novos da ANAC mostrando o tamanho real da frota brasileira e preços concretos chegando às lojas nacionais.
Fiz aqui a curadoria do que realmente importa para quem voa ou pensa em comprar um drone agora. Cada item tem número, nome de modelo e o contexto regulatório brasileiro — nada de especulação solta. Vamos ao que mudou.
1. A Autel abandonou de vez o segmento de consumo
O fato mais impactante do mês: a Autel Robotics anunciou oficialmente o encerramento das linhas EVO Nano e EVO Lite, deixando o mercado de drones de consumo para se concentrar nos modelos industriais e térmicos. As vendas para varejistas já cessaram, mas o suporte técnico continua até meados de 2030.
Aqui vai uma observação direta minha: essa notícia pega muita gente de surpresa porque ainda circula por aí conteúdo comparando o antigo Mini 4 Pro com o EVO Nano+ como escolha de compra. Pare de usar essa comparação na hora de decidir. Se você está lendo aquele guia hoje, trate o Nano+ como linha encerrada: preço pode subir, reposição de bateria fica incerta e a assistência tende a rarear com o tempo. Para quem tem um Nano+ em casa, não é pânico — a garantia e o firmware seguem válidos. Para quem ia comprar, é sinal claro de olhar outro lado.
2. PL 3297/26 quer dispensar licença para uso civil de drones
Em análise na Câmara dos Deputados desde meados de setembro, o Projeto de Lei 3297/26 propõe regulamentar o uso civil de drones de forma mais flexível: a proposta libera o sobrevoo em áreas abertas e reduz exigências burocráticas para operações recreativas.
Vale o alerta: isso ainda não é lei. Um PL em tramitação pode mudar de texto, ser emendado ou nem chegar à sanção. Enquanto isso, as regras vigentes continuam valendo integralmente — registro no SISANT, altura máxima e distância de aeródromos não deixam de existir só porque há um projeto no Congresso. Quem quiser entender o cenário atual antes de qualquer mudança deve consultar nosso material sobre regras de drone no Brasil (ANAC e DECEA), que explica o que vale hoje.
3. SISANT passa de 186 mil aeronaves registradas
Um dado que ajuda a calibrar o tamanho do mercado: a base do SISANT da ANAC em 20 de setembro de 2026 somava 186.016 aeronaves cadastradas. Em apenas 47 dias entraram 14.988 códigos novos, saíram 6.603 e o saldo ficou em +8.385 registros.
Traduzindo: o cadastro ativo cresce rápido, mas com rotatividade — milhares de aparelhos saem da base todo mês (venda, perda, desativação). Para quem compra usado ou revende, isso reforça a importância de transferir o registro corretamente. Se você acabou de pegar um drone e ainda não colocou no sistema, siga o passo a passo de como registrar drone no SISANT em 2026 — leva poucos minutos e evita dor de cabeça numa fiscalização.
4. DJI Avata 360 cria categoria nova e já está nas lojas BR
Lançamento que mais deu o que falar neste segundo semestre: o DJI Avata 360 chegou oficialmente trazendo captura em 360° com sensor de 1 polegada e vídeo HDR em 8K/60fps, detecção de obstáculos omnidirecional e cerca de 22 a 23 minutos de autonomia. Ele inaugura uma categoria híbrida entre FPV imersivo e câmera 360, mirando criadores que querem reframing total depois da gravação.
No Brasil, o kit Fly More Combo com controle com tela aparece por volta de R$ 11.190, já homologado pela Anatel com nota fiscal e garantia nacional. Se você gosta da pegada FPV, vale comparar mentalmente com o kit DJI Avata 2: o 360 é outra proposta de imagem, não um simples sucessor numérico.
5. Mavic 4 Pro lidera o topo da linha consumer
O flagship triple-camera continua sendo o carro-chefe premium da DJI no país: três câmeras, gimbal que gira 360°, sensores de 1 polegada, transmissão OcuSync 4+, LiDAR e até 51 minutos de voo, com o RC Pro 2 incluso em algumas versões.
Na loja oficial, os combos medidos giram em torno de R$ 22.890 (Fly More), R$ 29.890 e R$ 36.390 (Creator Combo 512GB com tela e saída HDMI). É faixa de preço profissional disfarçada de drone de consumo — e exatamente por isso exige atenção redobrada com seguro e responsabilidade civil, tema que detalhamos no nosso guia principal sobre como escolher e voar drones em 2026.
6. DJI Flip vira o novo padrão de entrada segura
Entre as novidades de drones em setembro, um ponto prático para iniciantes: o DJI Flip, dobrável abaixo de 249 gramas com hélices totalmente protegidas de fábrica, consolidou-se como o modelo mais seguro para quem está começando e não quer esbarrar na papelada pesada de aparelhos acima desse peso.
Preços na loja oficial partem de aproximadamente R$ 4.190 a R$ 4.490 na versão standard sem tela (com tela, o combo sobe para a casa dos R$ 5.690). O argumento forte aqui é o teto dos 249g: menos restrições operacionais, decolagem na palma da mão e proteção integrada que perdoa erros de pilotagem. Para orçamento apertado, ele hoje ofusca qualquer tentativa de achar substituto do finado EVO Nano.
7. Agras T55 marca o avanço dos drones agrícolas
Setembro também foi mês de campo, não só de cidade. A DJI Agriculture lançou globalmente o Agras T55, drone pulverizador intermediário com carga de dispersão de 55 kg, visão tripla e radares, apresentado na Expointer 2026 (evento de 11/09) com novas alças de transporte que facilitam o manuseio.
O recorte macro impressiona: projeções apontam mais de 11 mil novos drones agrícolas entrando em operação no Brasil em 2026, alta de cerca de 38% sobre 2025. É o segmento que mais cresce no mercado de drones no Brasil — e onde o retorno por aparelho costuma justificar o investimento alto de forma muito mais rápida que o uso recreativo.
8. Homologação da Anatel ganhou novo regulamento
Mudança técnica que afeta importadores e vendedores: a Anatel aprovou um novo regulamento de avaliação de conformidade e homologação de produtos, com讨论 sobre o fim de parte da taxa de homologação. Na prática, isso pode baratear a entrada de modelos oficiais no país ao longo do tempo, beneficiando quem compra produto nacionalizado com garantia.
O conselho que sempre dou: compre equipamento homologado com selo Anatel visível na embalagem e nota fiscal. Parece óbvio, mas é justamente em época de lançamentos (tipo FIMI e marcas genéricas) que proliferam anúncios de drones sem certificação — e esses aparelhos podem dar problema tanto na fiscalização quanto no seguro.
9. Panorama de preço: o que dá pra comprar hoje
Fechando com a pergunta que mais chega: qual drone comprar considerando tudo isso? Uma leitura honesta das faixas atuais:
- Até ~R$ 4.500: DJI Flip ou Neo 2 — entrada leve, abaixo de 249g, ideal para aprender sem medo.
- Faixa média (~R$ 7-11 mil): kits com tela e combos de criação; o Avata 360 Fly More ronda os R$ 11 mil.
- Topo de linha (R$ 22 a 36 mil): Mavic 4 Pro, para trabalho sério e quem precisa de triple-câmera.
Para um mapa completo por orçamento, nossa comparação de drone por faixa de preço destrincha qual vale cada centavo.
Próximo passo
Se você está decidido a entrar ou atualizar seu equipamento neste fim de 2026, faça duas coisas hoje: confirme se seu próximo alvo está homologado pela Anatel e, tendo comprado, registre no SISANT antes do primeiro voo — as regras atuais não mudaram enquanto o PL 3297/26 estiver só na Câmara. Depois, use o Guia Definitivo de Drones para casar o modelo certo com o tipo de voo que você realmente pretende fazer.
🏆 DJI Flip
Ideal para: Iniciantes que querem segurança e menos burocracia
Menos de 249g, hélices totalmente protegidas de fábrica e decolagem na palma da mão, a partir de ~R$ 4.190.
🏆 DJI Avata 360
Ideal para: Criadores que querem vídeo imersivo 360° em 8K
Sensor de 1 polegada, HDR 8K/60fps e obstáculo omnidirecional; Fly More Combo com tela por ~R$ 11.190.
🏆 DJI Mavic 4 Pro
Ideal para: Uso profissional e top de linha consumer
Triple-câmera, gimbal 360°, LiDAR, OcuSync 4+ e até 51 min de voo, em combos de R$ 22.890 a R$ 36.390.

Imagem: página oficial do produto
DJI Mavic 4 Pro
Faixa de preço: R$ 22.890 a R$ 36.390 | Onde encontrar: Loja oficial DJI / varejo nacional
Flagship triple-camera domina o topo de linha e lidera buscas de quem busca o melhor custo por capacidade.

Imagem: página oficial do produto
DJI Avata 360
Faixa de preço: ~R$ 7.000 a R$ 11.190 | Onde encontrar: Revendas homologadas Anatel
Nova categoria híbrida FPV + câmera 360 em 8K gerou buzz intenso no segundo semestre de 2026.

Imagem: página oficial do produto
DJI Agras T55
Faixa de preço: Profissional (sob consulta) | Onde encontrar: Concessionárias agrícolas DJI
Lançado na Expointer 2026, impulsiona o boom dos drones agrícolas no Brasil (+38% em 2026).
Perguntas frequentes
A Autel parou de vender drones?
Ela encerrou as linhas de consumo EVO Nano e EVO Lite, deixando esse segmento para focar em modelos industriais e térmicos. O suporte aos aparelhos existentes continua até meados de 2030.
O PL 3297/26 já virou lei?
Não. O projeto está em análise na Câmara dos Deputados e ainda não foi aprovado nem sancionado. Enquanto isso, as regras atuais da ANAC e do DECEA continuam valendo normalmente.
Quantos drones registrados existem no Brasil em 2026?
A base do SISANT da ANAC tinha 186.016 aeronaves cadastradas em 20 de setembro de 2026, com saldo líquido de mais de 8 mil novos registros em 47 dias.
Qual o melhor drone barato para iniciante agora?
O DJI Flip é a opção recomendada: dobra abaixo de 249g, tem hélices protegidas de fábrica e custa a partir de cerca de R$ 4.190, o que simplifica bastante as exigências operacionais.






