Publicado em 26 de setembro de 2026 · Atualizado em 2 de outubro de 2026
- Todo drone acima de 250g precisa estar cadastrado no SISANT antes do primeiro voo.
- A taxa da ANAC é anual (R$178,20) e deve ser paga via GRU dentro do próprio sistema.
- É obrigatório colar o número de acesso remoto (RA) com letras grandes na fuselagem.
- A homologação da Anatel já vem pronta se você comprar modelos vendidos oficialmente no Brasil.
Se você está aprendendo como registrar drone no SISANT, parabéns pela responsabilidade: voar sem essa etapa concluída pode custar uma multa que varia entre R$ 500 e R$ 10 mil por dia de operação irregular. A boa notícia é que o processo foi totalmente digitalizado e não leva mais do que 30 minutos para ser finalizado.
Este tutorial cobre os dois pilares da legalidade brasileira: o cadastro do equipamento e do piloto na ANAC (via Sistema de Aeronaves Remotamente Pilotadas) e a verificação da certificação da Anatel (para a parte de rádio-frequência). Vamos direto ao que importa para você decolar sem riscos.
Quem precisa fazer o registro?
A regra da ANAC divide os pilotos em categorias baseadas no peso máximo de decolagem (MTOW):
- Classe 1 (acima de 25 kg): exige certificado de aeronavegabilidade e licença específica. Fora do escopo deste guia básico.
- Classe 2 (entre 250 g e 25 kg): é onde estão 95% dos usuários domésticos e profissionais (DJI Mini 4 Pro, Avata 2, FIMI X8, etc.). Exige o registro do drone no SISANT e pagamento da taxa.
- Classe 3 (abaixo de 250 g): dispensam o cadastro no sistema, mas ainda assim precisam respeitar as regras de espaço aéreo e distância de pessoas.
Passo a passo do cadastro no SISANT
O procedimento ocorre inteiramente online. Siga cada etapa para evitar rejeições automáticas:
1. Criação do perfil de operador
Acesse o site da ANAC e busque pelo serviço de “Cadastro de Aeronaves Remotamente Pilotadas”. Você precisará ter um login gov.br nível Prata ou Ouro. No formulário, escolha “Pessoa Física” (para uso recreativo) ou “Pessoa Jurídica”. Preencha seus dados fiscais corretamente; qualquer divergência impede a emissão da GRU depois.
2. Inclusão do modelo e número de série
No menu lateral, clique em “Incluir Novo Equipamento”. O sistema solicitará a marca, modelo e, principalmente, o número de série original. Para localizar o serial, remova a bateria de seu equipamento e procure pela etiqueta branca ou impressa no compartimento — ele sempre começa com 14 caracteres (letras e números misturados).
3. Emissão e pagamento da GRU
Assim que salvar o equipamento, o sistema gera uma Guia de Recolhimento da União. Em 2026, o valor é de R$ 178,20 e vence geralmente em 7 dias úteis após a geração. O pagamento pode ser feito pelo Pix ou boleto bancário.
Atenção: o status do cadastro só muda de “Pendente” para “Efetivo” em até 48 horas após o processamento financeiro pelo banco central. Não tente gerar etiquetas antes disso.
Homologação da Anatel: o selo invisível
Ter a permissão de voo da ANAC é apenas metade do caminho. Todo drone comercializa um transmissor de rádio que precisa cumprir normas técnicas específicas.
- Drones comprados no Brasil: Se você adquiriu o aparelho em lojas oficiais, o produto já possui a certificação da Anatel. Basta conferir se o selo quadrado amarelo ou preto está presente na caixa ou no manual físico.
- Drones importados diretamente: É necessário abrir um processo individual de homologação junto à Anatel. Isso exige enviar laudos técnicos e pagar taxas adicionais de laboratórios credenciados. Na minha visão, tentar regularizar um equipamento importado por conta própria costuma sair tão caro quanto comprar o mesmo modelo através de revendas nacionais autorizadas.
Vale o alerta: eu sempre digo pra quem me pergunta sobre isso que a fiscalização da ANAC cruza dados com a Receita Federal em operações maiores. Tentar voar com aparelhos irregulares é um risco desnecessário quando a regularização custa menos que um acessório comum.
Gerando e fixando o Número de Acesso Remoto (RA)
Depois que o cadastro estiver ativo, o painel SISANT disponibiliza o download do RA. Essa sequência alfanumérica (exemplo: ABCD1234) funciona como a placa do seu carro. Ela deve estar visível durante o voo.
Regras para as etiquetas físicas
A ANAC define critérios rígidos de legibilidade. Use adesivos vinílicos resistentes à água e imprima o código com fonte Arial ou Helvetica tamanho mínimo de 1 cm de altura. Cole em partes externas da estrutura, como a tampa superior ou as bases dos motores traseiros, garantindo que não obstrua sensores de obstáculo.
Conclusão e próximos passos
Com tudo pago, etiquetado e homologado, seu equipamento está pronto para operar. Mas lembre-se que manter a regularização é um compromisso contínuo, pois o registro tem validade de exatamente um ano. Antes de decolar para o céu aberto, vale reforçar a leitura do nosso guia definitivo de drones para escolher e voar em 2026, que detalha zonas proibidas e limites altimétricos que variam conforme a proximidade de aeroportos.




