Publicado em 20 de outubro de 2026
- O DJI Mini 4 Pro grava 4K/60fps com 10-bit e tem anticolisão omnidirecional; o Autel EVO Nano+ para em 4K/30fps e detecta obstáculos só em 3 direções (frente, trás e baixo).
- A autonomia anunciada é 34 min (Mini 4 Pro) contra 28 min (EVO Nano+) na bateria padrão de cada um.
- No Brasil, o Mini 4 Pro tem venda oficial homologada pela DJI; o EVO Nano+ só chega por importadoras, o que encarece e reduz a garantia local.
- O EVO Nano+ não aplica geofencing, um diferencial real para quem busca mais liberdade de voo — mas isso não dispensa seguir as regras da ANAC.
- Em preço equivalente no Brasil (ambos na faixa de R$ 7.600 a R$ 8.000 em 2026), o Mini 4 Pro entrega mais recursos de vídeo e suporte; o Nano+ compensa com sensor levemente maior e ausência de bloqueios de software.
Se você já decidiu que quer um drone sub-250g para fotografia e está em dúvida entre o DJI Mini 4 Pro e o Autel EVO Nano+, a resposta curta é: eles brigam pelo mesmo bolso, mas entregam experiências bem diferentes na prática. Um aposta em ecossistema e vídeo mais avançado; o outro aposta em sensor levemente maior e ausência de travas de software. Vamos aos números.
DJI Mini 4 Pro e Autel EVO Nano+ em números: a tabela que resume tudo
Antes de entrar em detalhes, veja lado a lado o que cada fabricante declara na ficha oficial. A DJI detalha as specs do Mini 4 Pro no site oficial, e a Autel mantém a ficha do EVO Nano+ na loja oficial.
| Especificação | DJI Mini 4 Pro | Autel EVO Nano+ |
|---|---|---|
| Peso | Abaixo de 249 g (bateria padrão) | Abaixo de 249 g |
| Sensor | 1/1,3″ CMOS, 48 MP | 1/1,28″ CMOS, 50 MP, filtro RYYB |
| Abertura | f/1.7 | f/1.9 |
| Vídeo máximo | 4K/60fps (4K/100fps em slow motion), D-Log M 10-bit | 4K/30fps, 1080p/60fps |
| Anticolisão | Omnidirecional (APAS 4.0) | 3 direções (frente, trás, baixo) |
| Transmissão | O4, até 20 km | SkyLink, até 10 km |
| Autonomia (bateria padrão) | Até 34 min | Até 28 min |
| Autonomia (bateria estendida) | Até 45 min (bateria Plus, ultrapassa 249 g) | Não há versão Plus declarada |
| Geofencing | Sim | Não |
| Venda oficial no Brasil | Sim, homologada pela DJI Brasil | Não, apenas via importadoras |
Câmera e qualidade de imagem: sensor maior não é só número
O sensor do EVO Nano+ é tecnicamente maior: o drone é equipado com um sensor de 1/1,28 polegadas capaz de fotos de 50 MP, com abertura ajustável de f/1.9 e desenho de filtro de cores RYYB, pensado para capturar mais luz em cenas escuras. No papel, isso favorece o Nano+ em fotos noturnas ou de pôr do sol.
Só que vídeo é onde o Mini 4 Pro abre vantagem real. O sensor 1/1,3 de polegada é o mesmo do Mini 3 Pro, mas a DJI ampliou as opções de gravação, com 4K/60fps disponível em resolução completa e 4K/100fps para câmera lenta. O EVO Nano+, por sua vez, trava em 4K 30FPS, 1080p 60FPS, ISO 100-6400, 100Mbps — sem opção de 60fps em 4K e sem perfil de cor log de 10 bits documentado. Para quem edita vídeo e precisa de mais liberdade na correção de cor, essa diferença pesa mais do que o tamanho do sensor.
Autonomia, transmissão e anticolisão: onde a diferença aparece no voo real
Na autonomia, o Mini 4 Pro leva vantagem direta: a bateria Plus (3.850 mAh) eleva a autonomia prometida para 45 minutos, enquanto na configuração padrão ele já entrega 34 minutos contra os 28 minutos do EVO Nano+. São 6 minutos de folga que, na prática, podem significar não precisar trocar de bateria no meio de uma série de tomadas.
Em transmissão, o Mini 4 Pro também sai na frente: o sistema O4 alcança até 20 km, contra os 10.000 metros do SkyLink da Autel. Para voo recreativo dentro das regras de linha de visada, a diferença não costuma ser decisiva — mas em áreas abertas ou voos costeiros, o sinal mais robusto do O4 segura melhor antes de degradar a imagem.
O ponto mais prático, porém, é o sistema anticolisão. O Mini 4 Pro usa detecção omnidirecional, cobrindo todos os lados. Já o EVO Nano+ detecta obstáculos apenas em três vias que lhe permitem perceber obstáculos à frente, atrás e por baixo — ou seja, sem sensores nas laterais e em cima. Repare bem nesse detalhe: se você costuma voar perto de árvores, fios ou estruturas, essa lacuna lateral é o tipo de coisa que só aparece quando já é tarde demais.
Preço e disponibilidade no Brasil: o detalhe que pesa mais que a ficha técnica
Aqui está a diferença que a maioria das comparações ignora. Segundo medição de agosto de 2026, a única versão nova do Mini 4 Pro no catálogo oficial era a com tela, a R$ 7.990 — um preço que, segundo a mesma fonte, concorre diretamente com o Mini 5 Pro, vendido na época por R$ 6.753 com sensor maior. Já o EVO Nano+ não tem distribuidor oficial no Brasil: o que se encontra são importadoras revendendo o combo Premium por valores como R$ 7.632,00, enquanto o preço oficial internacional da Autel para a unidade avulsa é de $679,00 USD.
Na prática, isso significa duas coisas: primeiro, que os dois drones acabam ficando na mesma faixa de preço por aqui — não porque o produto justifique, mas porque a importação encarece o Nano+ até empatar com o preço oficial do Mini 4 Pro. Segundo, e mais importante: comprar um drone sem distribuidor oficial no Brasil quer dizer sem garantia nacional, sem assistência técnica local e sem previsibilidade de frete e impostos. Se a placa-mãe queimar ou o gimbal travar, o caminho é reenviar para fora do país.
Quando escolher o Mini 4 Pro, quando escolher o EVO Nano+
Dá pra simplificar a decisão em critérios objetivos:
- Escolha o DJI Mini 4 Pro se você grava vídeo para redes sociais ou clientes e quer 4K/60fps com 10-bit para editar com mais margem; se voa perto de obstáculos variados e quer anticolisão em todas as direções; ou se valoriza comprar com nota fiscal, garantia e assistência técnica local.
- Considere o Autel EVO Nano+ se você já tem experiência com drones, está confortável importando e resolvendo suporte por conta própria, e valoriza voar sem geofencing — o Nano+ não impõe restrições de geocerca, o que agrada quem já teve voo travado por DJI perto de áreas controladas.
- Não compre nenhum dos dois se seu uso é ocasional e esporádico: nesse caso, um Mini 4 ou um Mini 2 SE, mais baratos, entregam 80% da experiência por bem menos dinheiro.
Erros comuns de quem compara esses dois drones
O erro número um é comparar só o megapixel do sensor e ignorar o codec de vídeo — 50 MP de foto não compensa travar em 4K/30fps se o seu uso principal é vídeo. O segundo erro é não considerar o peso real: a bateria Plus do Mini 4 Pro ultrapassa 249 g, o que leva o drone para além dos 249 g quando instalada, mudando as regras de voo em determinadas situações. O terceiro, e talvez o mais caro, é comprar um Nano+ de importadora sem verificar se a tensão do carregador e a política de garantia cobrem o Brasil — muita gente só descobre isso depois que o produto já chegou quebrado.
Se você ainda está decidindo entre categorias de drone antes mesmo de chegar a esses dois modelos, vale revisitar o guia definitivo de como escolher e voar em 2026 para alinhar expectativas de uso antes do gasto.
Nosso veredito: qual comprar
Na minha visão, o Mini 4 Pro é a escolha mais segura para quem está no Brasil: o pacote de vídeo é mais completo, o suporte é local e o preço, mesmo mais alto do que já foi, ainda vem com garantia de fábrica e peças de reposição fáceis de achar. O EVO Nano+ é um produto honesto e tecnicamente competente, mas comprar um drone sem rede oficial de suporte no país é um risco que só vale a pena pra quem já sabe lidar com isso — não é recomendação para quem está comprando o primeiro drone de câmera.
Se o seu interesse for voo mais imersivo em vez de fotografia estática, vale comparar também com o segmento FPV — temos uma análise completa do DJI Avata 2 que mostra uma proposta bem diferente dessas duas aqui.
Informações conferidas em outubro de 2026; preços e condições podem mudar, especialmente para produtos importados.

🏆 DJI Mini 4 Pro
Ideal para: Quem quer vídeo 4K/60fps, suporte oficial no Brasil e anticolisão completa
Entrega mais recursos de vídeo, maior autonomia e garantia nacional, mesmo custando mais que antes.

🏆 Autel EVO Nano+
Ideal para: Pilotos experientes que aceitam importar e dispensam geofencing
Sensor levemente maior e ausência de restrições de geocerca, mas sem suporte oficial no Brasil.
Perguntas frequentes
DJI Mini 4 Pro ou Autel EVO Nano+: qual tem melhor câmera?
Em foto, o EVO Nano+ tem sensor levemente maior (50 MP). Em vídeo, o Mini 4 Pro ganha com 4K/60fps e perfil 10-bit D-Log M, contra o limite de 4K/30fps do Nano+.
O Autel EVO Nano+ é vendido oficialmente no Brasil?
Não. A Autel não tem distribuidor oficial no país; o produto chega por importadoras, o que eleva o preço e reduz a garantia e o suporte técnico local.
Qual drone tem mais autonomia de voo?
O DJI Mini 4 Pro, com até 34 minutos na bateria padrão (45 min na bateria Plus), contra até 28 minutos do Autel EVO Nano+.
O EVO Nano+ tem detecção de obstáculos em todas as direções?
Não. Ele detecta obstáculos apenas à frente, atrás e embaixo. O Mini 4 Pro tem detecção omnidirecional, cobrindo também as laterais e a parte superior.
Vale a pena importar o Autel EVO Nano+ para economizar?
Raramente compensa: somando frete, impostos e risco de garantia internacional, o custo final costuma empatar ou superar o preço do Mini 4 Pro comprado oficialmente no Brasil.






