Publicado em 25 de setembro de 2026 · Atualizado em 2 de outubro de 2026
- A partir de 1º de julho de 2026, drones sub-250g perderam a isenção e agora precisam de autorização SARPAS no Brasil.
- A Autel descontinuou as linhas EVO Nano e Lite — só o EVO II Pro V3 segue como opção de consumo.
- A DJI levou à IFA 2026 uma linha com Mini 5 Pro, Neo 2, Avata 360 e Osmo 360 II.
- Firmware de DJI e Autel está garantido até janeiro de 2029 nos EUA, derrubando temores sobre obsolescência.
- Quem comprou drone antes das mudanças precisa revisar cadastro no SISANT/ANATEL para não ter voo bloqueado.
Se você quer saber o que mudou no céu brasileiro e mundial nas últimas semanas, estas novidades de drones em outubro resumem tudo o que importa: novas regras da ANAC que pegaram muita gente de surpresa, a retirada quase total da Autel do mercado de consumo e uma leva de lançamentos da DJI que redesenham qual equipamento vale a pena comprar agora. Não é lista de rumor de fórum — cada item aqui veio de anúncio oficial ou resolução publicada.
1. ICA 100-40: fim da zona livre dos drones sub-250g
A mudança mais impactante para pilotos brasileiros foi a nova ICA 100-40, em vigor desde 1º de julho de 2026. Antes, quem voava um drone de até 250 gramas (Mini 4 Pro, DJI Neo, Potensic ATOM) operava sem burocracia. Agora, qualquer acesso ao espaço aéreo exige autorização via sistema SARPAS, mesmo nos modelos ultraleves. A Resolução nº 806 da ANAC, de 15 de junho de 2026, organizou as operações em três categorias de risco (aberta, específica e certificada). Se você ainda não atualizou seu cadastro, este é o alerta mais prático desta lista: confira antes de tirar o drone da mochila.
2. RBAC 100: regulação baseada em risco entra em cena
Junto com a ICA, a ANAC publicou o RBAC nº 100, que substitui o antigo modelo de regras fixas por um regulamento proporcional ao risco da operação. Na prática: voar um drone pequeno longe de pessoas continua simples; filmar sobre aglomeração ou perto de aeródromos passa a exigir análise caso a caso. Para quem trabalha com audiovisual, isso significa planejar cada locação com antecedência maior.
3. Autel abandona o mercado de consumo
Uma bomba silenciosa: a Autel Robotics descontinuou oficialmente as linhas EVO Nano+ e EVO Lite+, que eram as principais concorrentes não-DJI na faixa de entrada e intermediária. O único modelo de consumo remanescente é o EVO II Pro V3, posicionado hoje como prosumer pelo sensor de 1 polegada. Quem sonhava em fugir do ecossistema DJI pagando menos vai precisar olhar alternativas como Potensic ou Parrot.
4. Firmware de DJI e Autel garantido até 2029
Ótima notícia para quem teme ficar com “tijolo voador”: nos Estados Unidos, o FCC confirmou em maio de 2026 que DJI e Autel poderão distribuir atualizações de firmware e software até pelo menos 1º de janeiro de 2029. Isso neutralizou parte do pânico sobre restrições a equipamentos estrangeiros e dá previsibilidade para quem comprou um Mavic ou Air recentemente.
5. DJI na IFA 2026: Mini 5 Pro e Neo 2 entre os destaques
No estande da DJI em Berlim, a linha exposta incluía Mavic 4 Pro, Air 3S, Mini 5 Pro, Neo 2, Flip e Avata 360. O Mini 5 Pro aparece como o novo queridinho dos céus na categoria leve, enquanto o Neo 2 reforça a aposta da marca em drones de decolagem na palma da mão para criadores casuais.
6. Osmo 360 II leva captura 8K 360° ao consumidor
A DJI anunciou na IFA o Osmo 360 II, câmera 360° com sensor de 1 polegada capaz de gravar em 8K/60fps, HDR, IA SuperNight 2.0 e lentes substituíveis ultra resistentes. Curiosamente, imagens do produto foram capturadas durante um lançamento ao espaço — movimento de marketing pesado para posicionar a câmera como referência em produção imersiva.
7. Drone de carga VTOL EV50 sinaliza foco corporativo
Fora do radar dos pilotos de hobby, a DJI revelou o EV50, um drone VTOL de asa fixa voltado a transporte de cargas. É um indício claro de onde a empresa investe para além da fotografia aérea: logística e inspeção industrial devem dominar as manchetes de 2027.
8. Show de 3.000 drones em Nova York viraliza
Em setembro, quase 3.000 drones iluminaram o céu de Nova York em ensaio para a homenagem aos 25 anos do 11 de Setembro. Light shows desse porte reacendem a discussão sobre regulamentação de enjambres — inclusive no Brasil, onde operações acima de determinado número de aeronaves já caem na categoria específica do RBAC 100.
9. ABDrone Summit confirma força do mercado nacional
O setor brasileiro ganha corpo: o ABDrone Summit 2026, dentro da São Paulo Tech Week, reúne empresas e operadores do agronegócio à segurança pública. Dados globais apontam o mercado de drones saltando de cerca de US$ 100 bilhões em 2026 para US$ 210 bilhões até 2034 — crescimento sustentado por IA, autonomia e voos BVLOS.
10. Curto prazo: quais compradoras estão esquentando
O que eu sempre digo pra quem pergunta sobre isso: as novidades de drones em outubro mudam mais a lista de espera do que o seu bolso hoje. Se o objetivo é comprar agora, vale comparar o que já chegou de fato ao Brasil contra o que ainda é promessa de loja — porque esperar pelo próximo lançamento costuma custar meses e desvalorizar o aparelho que você já tinha em mãos. Nosso comparativo de drone por faixa de preço cobre exatamente essa decisão.
Conclusão: próximos passos para o piloto brasileiro
Resumo acionável desta rodada: primeiro, regularize cadastro e autorizações (SISANT, ANATEL e, se aplicável, solicitação SARPAS) — é o item que separa quem voa tranquilo de quem toma multa. Segundo, reavalie qualquer intenção de compra de Autel Nano/Lite, agora fora de linha. Terceiro, acompanhe a chegada do Mini 5 Pro e do Neo 2 ao mercado nacional antes de decidir subir de faixa. Para montar sua estratégia completa de escolha e operação, comece pelo Guia Definitivo de Drones: Como Escolher e Voar em 2026.
🏆 DJI Mini 5 Pro
Ideal para: Pilotos leves que querem topo de linha sub-250g
Apresentado na IFA 2026 como sucessor direto do Mini 4 Pro, deve liderar buscas na categoria compacta.
🏆 DJI Neo 2
Ideal para: Criação casual com decolagem na palma da mão
Segunda geração do mini-drone selfie, reforçando a linha mais acessível da DJI.
🏆 DJI Osmo 360 II
Ideal para: Captura imersiva 8K 360°
Sensor de 1 polegada e lentes substituíveis o colocam como referência criativa anunciada na IFA.
🏆 Autel EVO II Pro V3
Ideal para: Prosumers que insistem em alternativa não-DJI
Único modelo de consumo remanescente da Autel após as descontinuações de 2026.

Imagem: página oficial do produto
DJI Mini 5 Pro
Faixa de preço: Faixa premium dos sub-250g (a confirmar no Brasil) | Onde encontrar: Lojas especializadas em drones
Exibido na IFA 2026 como principal novidade da linha Mini

Imagem: página oficial do produto
DJI Neo 2
Faixa de preço: Entrada | Onde encontrar: E-commerce geral
Nova geração do drone de decolagem manual, forte apelo em redes sociais

Imagem: página oficial do produto
DJI Osmo 360 II
Faixa de preço: Premium | Onde encontrar: Revendedores oficiais DJI
Gravação 8K/60fps 360° com IA SuperNight 2.0 anunciada em Berlim
Perguntas frequentes
Drone de até 250g ainda é liberado no Brasil em 2026?
Não totalmente. Com a ICA 100-40, em vigor desde 1º de julho de 2026, modelos sub-250g passaram a exigir autorização via sistema SARPAS para acessar o espaço aéreo, sem a antiga exceção automática.
A Autel ainda vende drones de consumo?
Restou apenas o EVO II Pro V3 no site oficial. As linhas EVO Nano+ e EVO Lite+ foram descontinuadas em 2026, encerrando a participação da marca no segmento de entrada.
Meu DJI vai parar de receber atualização de firmware?
Nos EUA, o FCC garantiu atualizações de DJI e Autel até pelo menos janeiro de 2029. No Brasil, não há restrição equivalente vigente, então o suporte regular continua normalmente.
O que muda com o RBAC 100 da ANAC?
Ele adota um modelo baseado em risco, dividindo operações em categoria aberta, específica e certificada. Voos simples permanecem desburocratizados; operações complexas exigem avaliação prévia.






